SANTUÁRIO DE GUADALUPE, MX.

A fantástica demonstração de fé dos mexicanos, no santuário de Guadalupe, revela o multiculturalismo, onde grupos, movimentos sociais, indivíduos e famílias lotam o santuário guadalupano. Multidão, famílias com os seus filhos pequenos, bebês no colo e nos carrinhos. Jovens carregando cruzes, estandartes, velas. Casais pagando sua promessa. E um museu, brilhante pela arte sacra, rico com os ex-votos pictóricos, que teima em não permitir a fotografia.
O show fica à parte, proporcionado pelas pessoas, que buscam os seus lugares para os lanches, as fotos, o acender de velas. A igreja principal, lotada. A cada momento movimentos campesinos chegam com demonstração folkcomunicacional do som, das cores, da dança, para depois fazer a reverência à santa.
Os pagadores de promessa levam os seus ex-votos variados, na maioria artísticos, para serem benzidos. Não há sala de milagres no santuários, mas espaços avulsos em que o ex-voto é apresentado à multidão. Ou simplesmente circular carregado nas costas de cada um. Numas das igrejas, a segunda mais antiga, os ex-votos em forma de fita, num espaço singelo ao lado da nave.
As fotos abaixo apresentam um pouco desse show de cultura popular e de fé de um povo sem stress, alegre, gentil e encantador, que do caminho das ruas à imensa esplanada do santuário, vai divulgando uma tradição e fé milenares.





Os ex-votos e os pagadores de promessas em Guadalupe
A multidão e a arquitetura
| O povo que paga a promessa, que desce e sobe as ladeiras do imenso espaço do santuário. Três igrejas, a dos primórdios do século XVII, a igreja inclinada, que é a intermediária, a basílica nova. Entre a imensidão arquitetônica e espacial, a multidão de pagadores de promessas, crentes apenas, camponeses apenas, cidadãos que vão visitar e fazer a oração. Gente que quer registrar a sua história no espaço de Nossa Senhora. |
| As 10 horas da manhã o movimento já era grande. Muita gente chegando ao santuário, que se encontra numa grande área próxima a lojas, alamedas e estações do metrô. O movimento de pessoas não para. Crianças, jovens, idosos, grupos, gente de todas as partes do México e do mundo se dirige ao santuário, em cuja entrada principal, na esplanada, grupos e movimentos sociais apresentam suas formas culturais na música, dança, arte pictórica e gestual. Entrar na igreja principal, naquele horário, é tarefa praticamente impossível. |
Imagens de Fé
Muitas pessoas trazem os seus ex-votos nas costas. São crucifixos, estandartes, pequenos oratórios ou relevos. A maioria dos relevos e oratórios traz a figura de Nossa Senhora de Guadalupe.
As velas, que nem sempre se enquadram no processo ex-votivo, mas basicamente votivo, são coloridas, e estão acesas em vários pontos do santuário.
E singularmente, sobre ex-votos desobrigados, estão as fitas com inscrições feitas à mão, em canetas esferográficas. Elas estão na segunda igreja, ao lado esquerdo da nave. Algumas com anexo, seja um bilhete, seja uma foto colorida. Não há sala de milagres no santuário.









Museu de Guadalupe

O Museu da Basílica de Guadalupe está localizado atrás da Basílica Velha, a segunda igreja. Segundo as museólogas, algumas das salas do museu foram construídas especificamente para o uso museográfico em 1931. Outros espaços eram usados com o fim religioso, como sacristia, salão do reitor e escritórios específicos.
O museu foi inaugurado em 12 de outubro de 1941 pelo Abade de Guadalupe Feliciano XX Cortez e Mora. Possui hoje uma coleção de mais de 4.000 peças, sendo quase que 3.000 delas ex-votos, denominado “retábulos”. As demais peças são objetos que se enquadram na arte sacra, nas subcategorias da pintura, escultura, gravura, têxteis, jóias e móveis.
Desde a sua fundação, o seu objetivo principal é resgatar algumas das formas de arte que se desenvolveram em torno da Virgem de Guadalupe. Dai a importância dada a sala principal, e primeira (da entrada) do museu, que traz os “retábulos” (ex-votos) que os fiéis têm depositado ao longo do tempo como agradecimento pelas graças alcançadas.
| Os ex-votos, expostos, estão em murais verticais, colocados em madeira entre a colunata da sala retangular, um em frente do outro, com altura de aproximadamente 3 metros por 1,5 metro de largura. Os ex-votos, todos pictóricos, possuem datação que vai do século XIX a 1968. O mais antigo deles data de 1818, no qual tem a cena de uma mulher em um acidente de charrete. O curioso são os “milagritos”, também denominado “milagros”. Ex-votos pequenos, antes de uma iconografia impar, que demarcava somente parte do corpo, mas que, como mostra a coleção exposta, se pode notar chaveiros, retratos pequenos emoldurados, medalhas, apitos, carros e até mesmo uma pequenino “rei leão” (personagem da Disney). São ex-votos recolhido da outrora sala de milagres do santuário. |
As fotos abaixo mostram, em sequência, de cima para baixo, a entrada principal do museu, o frontal, em ângulo lateral, já que o museu fica na basílica velha. A partir da terceira foto, os ambientes do setor de documentação, mostram parte do ambiente de trabalho dos museólogos e técnicos do museu, da área da documentação. O museu não possui um sistema informatizado.
























































































