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Bombeiro proíbe crucifixo e causa polêmica em Tatuí-SP

http://br.noticias.yahoo.com/s/17112010/25/manchetes-bombeiro-proibe-crucifixo-causa-polemica.html. Acesso em: Qua, 17 Nov, 2010

Uma ordem de serviço assinada pelo comandante do Corpo de Bombeiros de Tatuí (SP), capitão José Natalino de Camargo, causa polêmica na cidade. Ele mandou retirar todos os crucifixos e imagens de santos católicos das unidades sob seu comando. Hoje, os 11 vereadores da Câmara local assinaram moção repudiando a medida tomada pelo militar. Camargo alegou que a exibição de símbolos católicos em repartições públicas causa “constrangimento” a pessoas que professam outra fé.

Para ele, imagens e crucifixos fazem “apologia” da religião católica e contribuem para a “manutenção da falsa crença de que aquela religião seria a única detentora da benesse estatal”. O capitão invocou ainda a Constituição Federal que, segundo ele, estabelece que o Estado brasileiro é laico e, portanto, a exibição dos símbolos seria ilegal e inconstitucional. A comunicação foi repassada às unidades e postos dos bombeiros sob o comando do Grupamento de Tatuí, com ordem para cumprimento imediato.

Na moção aprovada por unanimidade, os vereadores consideram que o militar usou termos desrespeitosos ao se referir aos símbolos católicos. “O ato é arbitrário, com expressões equivocadas, desrespeitosas e imprudentes sobre a religião católica, refletindo total falta de sensibilidade”, diz a nota da Câmara.

De acordo com os vereadores, a ordem de serviço fere o livre direito de professar a fé, também defendido pela Constituição. O comando regional da Polícia Militar (PM), ao qual se subordinam os bombeiros, não se manifestou a respeito. O pároco de Tatuí, padre Milton de Campos Rocha, estava em viagem e não foi localizado.

Incêndio em São Lázaro

No sábado passado, dia 2 de maio, aconteceu, à noite, um incêndio que destruiu um dos pequenos retábulos lateria da igreja de São Lázaro, em Salvador. Segundo depoimento de uma funcionária, o incêdio foi à noite, e por sorte, um padre conseguiu apagá-lo. Suspeita-se de um curto circuito. Porém, vale lembrar que é costume acenderem velas nas banquetas os retábulos.


Museu Histórico está interditado

Fonte: Correio de Sergipe. Aracaju, quinta feira, 21 de fevereiro de 2008.

Desde 2006 o município de São Cristóvão passa pelo pro­cesso de revitalização de monumentos, praças, museus e igrejas, de olho em sua can­didatura a Patrimônio Histórico da Humanidade, efetivada em 2007 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). As obras, coordenadas pelo Departamento Estadual de Habitação e Obras Públicas (Dehop) e ainda em execução, passam por constantes modi­ficações e, portanto, licitações para a liberação de verbas e aplicação das mudanças. Esse é o motivo da interdição do Museu Histórico, que espera pela liberação de um reforço estrutural, requerido para a finalização de suas obras, que estão previstas ainda para este ano.

Dentre outras mudanças que devem ser feitas na Praça São Francisco estão a reor­ganização da fiação, passan­do-a para subterrânea – que tem início previsto para a próxima semana – e a implan­tação, de uma iluminação especial que, segundo a enge­nheira da Dehop, Marilu Campos, aguarda licitação.

“Sem essas obras, o municí­pio de São Cristóvão não poderia ser candidato a Patrimônio da Humanidade”, afirma. Ainda em andamen­to, estão as obras de revita­lização do Museu Histórico e do Lar Imaculada, ambos localizados na Praça São Francisco.

Apesar do trabalho de recu­peração e conservação histó­rica, observa-se depredação em alguns locais, bem como pichações. São Cristóvão é uma cidade com potencial para receber grande fluxo de turistas, mas a aparente falta de incentivo para tal faz com que isso não aconteça com tanta incidência.

Segundo a engenheira da Dehop, o município de Laranjeiras tam­bém está recebendo o mesmo tipo de investimento. Segundo ela, as obras de revi­talização do Casarão do Oitão e da igreja Matriz estão em processo de conclusão. Já na próxima semana, deve-se dar início a uma nova etapa de obras que formarão o novo campus universitário da Universidade Federal de Sergipe.


Polícia encontra cocaína em imagem de santa em SP

Fonte: UOL Notícias. Disponível em: http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/2008/03/19/ult4469u21475.jhtm. Acesso em 19/03/2008 – 18h14

Traficantes estão aproveitando a Semana Santa e a Páscoa para tentar enganar as autoridades. A Polícia Civil de Santo Antônio do Aracanguá, a 555 quilômetros de São Paulo, apreendeu hoje uma imagem de Nossa Senhora Aparecida com cerca de 300 gramas de cocaína e pasta de cocaína em seu interior, que fora enviada pelos Correios. Ontem, patrulheiros da Polícia Rodoviária de Penápolis, também no interior paulista, apreenderam 16 cestas de Páscoa recheadas com 6,3 quilos de maconha, transportadas de ônibus de Foz do Iguaçu, no Paraná, para Brasília.

A santa, de 32 centímetros de altura, foi postada pelos Correios em 14 de março e chegou a Aracanguá na manhã de ontem. O desempregado Reginaldo Souza da Costa, de 21 anos, foi preso em flagrante após retirar o pacote com a santa, postada em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. Ele chegou a despistar os investigadores que o seguiam, mas foi detido numa lan house. Os agentes perceberam um furo na base da imagem de Nossa Senhora e desconfiaram do peso. No interior, eles encontraram balões de aniversário cheios de cocaína e pasta base da droga.

Ontem, policiais do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) prenderam o jardineiro Jusélio Viana, de 24 anos, morador de Brasília, que estava dentro de um ônibus que fazia o itinerário do município gaúcho de Cruz Alta a Barreiras, na Bahia. O ônibus foi parado numa blitz na rodovia Assis Chateaubriand (SP-425), em Penápolis. Os policiais encontraram 16 cestas de Páscoa dentro de uma grande caixa de papelão. Ao abrir as cestas, os patrulheiros se espantaram com o cheiro de maconha. Viana disse à polícia que receberia R$ 500,00 para buscar a droga em Foz do Iguaçu e levá-la até Brasília, onde receberia o dinheiro pelo transporte. 

Imagens são furtadas de convento em Cachoeira

Por Cristina Santos Pita, da Sucursal Santo Antônio de Jesus. In: http://www.atarde.com.br <http://www.atarde.com.br/> 07/02/2008 (20:34) 

Imagens sacras e objetos religiosos foram furtados, na madrugada de ontem,da Igreja e Convento de São Francisco do Paraguaçu, em Santiago do Iguape, a 40 km de Cachoeira (a 110 km de Salvador, no Recôncavo). Entre as peças levadas estão duas imagens e um crucifixo. 

Segundo o administrador daparóquia, diácono Agamenon Suzart, os ladrões entraram por uma portalateral, cerrando o cadeado. “Ainda não sabemos o que foi levado, pois estamos aguardando a polícia fazera perícia. Notamos que o crucifixo e duas imagens do Menino Jesus sumiram doaltar”, disse o religioso. O local está isolado, já que precisou serpreservado para a perícia. O diácono lamentou a falta de segurança naigreja, alvo de ladrões por duas vezes. A última foi em abril do anopassado, quando roubaram imagens da Capela de Nossa Senhora da Glória. “Por causa desse roubo transferimos sete imagens da capela para a igreja,considerada mais segura. Mas o telhado da capela, na Praça São José, onde acomunidade celebra festejos religiosos, está em ruínas. Infelizmente nãotemos segurança e nem vigia e a comunidade é quem se reveza na manutenção doconvento”, lamentou Suzart. Insegurança – “Aqui não tem segurança nem para a população, muito menos parao convento que é um patrimônio”, reclamou o aposentado Carlos Nascimento, de64 anos. 

A comunidade de São Francisco do Paraguaçu está praticamenteisolada da sede, Cachoeira. Entre Santiago do Iguape e o conventofranciscano são de mais 8 km por uma estrada de cascalho. O Convento de São Francisco do Paraguaçu, tombado em 1941 pelo Instituto doPatrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), fica fechado diariamente,abrindo apenas aos domingos para missas, que ocorrem na nave principal,única área segura para celebrações. “A igreja está em ruínas. A única áreaainda um pouco conservada é a nave principal, as outras dependências carecemde reformas urgentes”, ressaltou o diácono Suzart. O religioso conta que o arrombamento foi descoberto por um morador quecostuma caminhar de manhã cedo pelas margens do Rio Paraguaçu. “Esse moradorviu a porta lateral aberta e quando se aproximou constatou que o cadeado foiarrebentado. Nós já comunicamos ao Iphan sobre o roubo das imagens”,salientou. 

O superintendente regional do Iphan, na Bahia, Leonardo Falangola Martins,disse que enviará hoje, dois técnicos do órgão ao convento, para realizarperícia e verificar quantas e quais imagens foram furtadas. O Convento de São Francisco do Paraguaçu foi construído na segunda metadedo século XVII, perto da Baía do Iguape, e é um dos conventos mais antigosda Bahia. Cais, escadarias, terraço, cruzeiro, adro, e a igreja, compõem omonumento arquitetônico parcialmente em ruínas.


Onda de roubos eleva segurança em igrejas na itália

Valquíria ReyDe Roma. In: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/08/070824_rouboigrejas_is.shtml

O alto número de católicos fervorosos e a forte relação e proximidade com o Vaticano não foram suficientes para impedir o aumento do número de roubos em igrejas da Itália, um fenômeno que levou as autoridades a incrementarem a segurança nas igrejas. 

Em média, 45 igrejas são roubadas por mês, num negócio que envolve criminosos especializados em patrimônio artístico, intermediários, colecionadores privados, restauradores e antiquários. Os objetos que costumam ser furtados são candelabros de ouro, crucifixos antigos, altares e objetos de arte medievais, renascentistas e barrocos.

“Muitos desses objetos roubados são comercializados fora da Itália. Alguns sofrem modificações, para que não sejam identificados”, disse à BBC Brasil o coronel Giovanni Pastore, vice-comandante do Núcleo de Tutela do Patrimônio Cultural dos Carabinieri. “Outros são destruídos, depois de retiradas as partes em ouro ou pedras preciosas.”

Obras-primas

Conforme levantamento dos Carabinieri – a polícia militar italiana-, em 2004, foram registrados 464 furtos em igrejas, 483 em 2005, e 546 em 2006. A quantidade de objetos roubados já ultrapassou 12 mil nos últimos três anos e meio: 2.840 em 2004, 2.993 em 2005, 3.919 em 2006 e 2.330 no primeiro semestre de 2007.

Entre os objetos há grandes e pequenas obras-primas, como santos, estátuas de menino Jesus, relicários, vitrais, quadros, banheiras para imersão dos batizados, pias para água benta e confessionários, que alimentam um vasto mercado clandestino, em que um altar pode ser vendido por 500 mil euros, o equivalente a R$ 1,36 milhão.Em alguns casos, como o ocorrido em uma igreja em Nápoles, os ladrões saquearam até mesmo o pavimento de mármore.

Sistema de segurança

Na cidade de Turim, no nordeste da Itália, depois da ocorrência de inúmeros furtos, o padre da capela do Hospital San Giovanni – repleta de objetos preciosos e de antigüidades – afixou um cartaz na porta, avisando os fiéis que o local só voltaria a ser aberto depois da instalação de um sistema de segurança.Na avaliação do coronel Pastore, a falta de sistemas de segurança na maioria das igrejas italianas facilita a ação da criminalidade especializada em patrimônio artístico, que encontra nos lugares sagrados um grande campo de atuação.Enquanto cresce o número de roubos nas igrejas, nos museus – cada vez mais vigiados –, a situação é inversa: em 2006, foram registrados apenas 14 furtos e, no ano anterior, 18. “Analisando o fenômeno com os olhos de quem acredita em Deus, é difícil dizer se é um pecado mais grave roubar na igreja que em outro lugar”, afirma Don Stefano Russo, diretor do Departamento Nacional para os Bens Culturais Eclesiásticos, órgão da Confederação Episcopal Italiana (CEI). “Mas, certamente, os roubos nos lugares sagrados têm o agravante de que o objeto furtado, além do valor artístico e econômico, é precioso para a comunidade de fiéis do ponto de vista religioso.”

Inventário 

Uma das maneiras encontradas pela CEI para barrar a ação dos ladrões foi dar início a um inventário nacional dos bens culturais das igrejas e destinar todos os anos um fundo às dioceses para a instalação de sistemas de alarmes, portas anti-furto e câmeras.“Até o momento, 48% das 85 mil igrejas italianas fizeram o inventário, catalogando com imagens digitais e descrições detalhadas cerca de dois milhões de bens”, disse a arquiteta Laura Gavazzi, que trabalha no setor de bens culturais da CEI. “E 5.254 igrejas, 6% do total, já contam com sistemas anti-furto.”A polícia preparou um grande arquivo informatizado com dados das obras roubados, conectado aos arquivos da CEI. Segundo o coronel Pastore, objetos roubados que são recuperados, muitas vezes não podem ser devolvidos porque a proveniência é desconhecida. De acordo com ele, em torno de 20% dos furtos sequer são denunciados. “Em algumas ocasiões, encontramos uma peça furtada e não temos para quem devolver, porque não foi feito um cadastro e os padres não reconhecem a procedência da mesma”, afirma Pastore.

Crime e castigo

O fato de muitas igrejas ficarem situadas em lugares isolados, a falta de padres e de sistemas de segurança facilitam a ação daqueles que estão acostumados a roubar as igrejas italianas. Mas, de acordo com Pastore, os métodos dos ladrões também se adequam à situação. Ele lembra de casos em que os criminosos ficaram escondidos dentro das igrejas antes de os padres fecharem as portas e acionarem os sistemas de segurança. “Dentro do local, eles atuam como querem”, disse o coronel. “Roubam o que bem entendem, passam a noite lá e saem tranqüilamente no dia seguinte quando o alarme já foi desligado.”
Diante da situação, o governo também resolveu agir. Há três meses, o Conselho de Ministros da Itália aprovou uma lei que prevê maiores punições e um maior prazo para o tempo de prescrição dos crimes contra o patrimônio cultural do país.


Professora emérita da UFBA conquista prêmio

Disponível em: http://www.portal.ufba.br/ufbaempauta/2007/Foldernoticias.2007-08-20.3727/premio. Acesso em 21 de agosto de 2007.

O projeto “A igreja e o convento de São Francisco da Bahia”, desenvolvido por uma equipe de pesquisadores coordenada por Maria Helena Ochi Flexor, professora emérita da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e por Frei Hugo Fragoso, doutor pelo Pontifício Ateneo Antoniano, de Roma, Itália, foi o vencedor do Prêmio Clarival do Prado Valladares. Até se aposentar, Maria Helena Flexor ensinou História da Arte na Escola de Belas Artes da UFBA e atualmente leciona na Universidade Católica do Salvador, estando perto de completar 50 anos de pesquisa da história e da arte baianas. O projeto foi escolhido entre as mais de cem propostas enviadas no início de 2007 por pesquisadores de todo o Brasil à Organização Odebrecht, responsável pela premiação, que ocorre pelo quarto ano consecutivo. Os premiados receberão apoio financeiro para viabilizar um ano de trabalhos no Brasil, Portugal e nos arquivos do Vaticano, além da edição de um livro. O projeto tem como objetivo pesquisar a história dos franciscanos na Bahia, levantar o histórico das obras de arquitetura e de artes agregadas implantadas em Salvador e associar o histórico do edifício do convento à atuação dos Irmãos Terceiros de São Francisco, que está completando 300 anos de atuação no Brasil.


Funcionários da UFBA mantêm greve

Por Kleyzer Seixas, do A Tarde On Line

Disponível em: http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=776801
Acesso 6/8/2007 21:45

Bibliotecas fechadas, laboratórios desativados, processos de transferências de disciplinas suspensos, impossibilidade de trancamento de matérias, formaturas de concluintes atrasadas são alguns dos problemas enfrentados por quem freqüenta a universidade. Os calouros nem tiveram a oportunidade de realizar a matrícula porque não havia funcionários trabalhando.

Uma das unidades mais atingida foi o Instituto de Física, localizado no Pavilhão de Aulas da Federação (PAF). Os trabalhos foram suspensos porque a greve dos servidores compromete bastante a continuidade das atividades. Segundo o professor e coordenador do colegiado, Paulo Miranda, os dez laboratórios do local, imprescindíveis para disciplinas práticas, estão todos parados.

Não há previsão de quando as aulas serão retomadas no instituto. A Congregação da unidade aguarda a rodada de negociações entre os grevistas e o governo federal. Enquanto isso, estudantes como Murilo Garcia, 19, continuarão se deparando com salas vazias. Aluno do curso de matemática, ele não conseguiu assistir aulas de Física Geral e Experimental na manhã desta segunda. “Quando cheguei lá, me avisaram sobre a suspensão das aulas”, lamenta.

O coordenador do colegiado argumenta que o Instituto de Física não pode funcionar sem o trabalho dos servidores. “O movimento causa um grande impacto no cotidiano do corpo docente e discente. Os funcionários existem por uma questão objetiva: precisamos deles. Sem os servidores, pontos importantes do dia-a-dia não são resolvidos”, explica Miranda.

Embora a situação seja mais complicada no Instituto de Física, alunos de outras unidades também enfrentam problemas. Nos institutos de letras, matemática, biologia, farmácia e nas escolas politécnica e de arquitetura, muitos alunos reclamam da dificuldade para imprimir o comprovante de matrícula, documento necessário para renovar o Salvador Card e obter carteiras de estudante que dão acesso a teatros e cinemas pagando meia-entrada. 

O trabalho vem sendo feito na base do improviso por voluntários, como o estudante Rafael Nunes. Pela primeira vez na função, Rafael ainda não tem muita habilidade com o trabalho e demora para atender os seus colegas. Não obstante, ainda é obrigado a ouvir reclamações. “O ritmo de trabalho é muito pesado. Ainda mais para mim, que não tenho experiência”, afirmou.

Na escola de enfermagem também há problemas. Os dois laboratórios – um de para aulas práticas do curso e outro de informática – estão parados, afirma a servidora pública Ângela Maria dos Santos, na função há mais de 12 anos. Ela deixou seu posto na unidade desde o início da greve e participou da assembléia da categoria realizada nesta segunda-feira, na Escola de Arquitetura, no bairro da Federação.

Cerca de trezentas pessoas estiveram presentes, segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores Técnico Administrativos da Ufba (Assufba). A categoria decidiu pela continuidade do movimento. Nesta terça-feira, os servidores pretendem ir às unidades para tentar convencer os funcionários que não aderiram à paralisação, iniciada há mais de 70 dias.

Biblioteca

Dentre os principais prejuízos causados pela greve dos servidores, o fechamento da biblioteca é o campeão de reclamações. A maioria dos estudantes entrevistados pela reportagem está descontente por não ter acesso aos livros da universidade. Até quem estuda em unidades onde há bibliotecas próprias, a exemplo das escolas de nutrição e Politécnica, reclamam do fechamento da biblioteca central.

Aluno do curso de engenharia elétrica, Márcio Garcia, 19, tem aceso livre à biblioteca do seu prédio, que funciona normalmente mesmo com a paralisação. Embora tenha diversos títulos, o local não possui muitos exemplares, argumenta o jovem. “Tem todos os livros, mas a quantidade é pequena. Alguns livros são essências e somos obrigados a ficar na espera”, relata.

Três estudantes da escola de nutrição, localizada, no Canela, também reclamaram do acesso aos livros na biblioteca do prédio de onde estudam. Aberta somente às segundas, quartas e sextas-feiras, a unidade empresta os volumes apenas para que sejam feitas cópias dentro da própria universidade. Os originais não podem ser emprestados.

Para os alunos, a situação pode piorar nos próximos dias caso os servidores continuem sem trabalhar. “A primeira semana é sempre mais devagar, mas pode ficar mais complicado daqui para frente, quando começarem os trabalhos e as provas”, destaca Jeisany Brandão, 25. 

Devido à falta de atendentes para emprestar livros, o professor do estudante Cléber de Araújo Andrade, sugeriu que seu aluno procurasse o volume de Cálculo D em algum sebo da cidade. “Não posso pegar na biblioteca e também não posso comprar porque, a depender do autor, a compra pode chegar a R$ 80,00. Não posso pagar esse preço por um livro que vou usar por um semestre apenas. O ideal é pegar emprestado, estudar, fazer as anotações necessárias e devolver”, diz.