A FÉ NÃO COSTUMA FALHAR

Por Juliana Barreto Farias
Revista de História da Biblioteca Nacional.

De norte a sul do país, os ex-votos continuam dando testemunho de milagres e renovando a crença dos brasileirosQuando a Quarta-feira de Cinzas chegar, no final deste mês, os moradores de São Cristóvão, em Sergipe, já estarão contando os dias para outra comemoração. No segundo fim de semana da Quaresma (que se encerra na Páscoa), milhares de sergipanos tomam as ruas, calçadas e praças da cidade para acompanhar a procissão do Senhor dos Passos. Muitos seguem de pés descalços, com túnicas roxas sobre o corpo e coroas de espinhos na cabeça. E ainda carregam pernas e braços de madeira, muletas, provas escolares, fotografias e outros objetos como forma de retribuição por graças alcançadas. Depois de três horas de caminhada, depositam seus ex-votos na Igreja do Carmo ou em algum cruzeiro.

As festas para os santos padroeiros e as romarias são as ocasiões preferidas pelos fiéis para pagar suas promessas e colocar seus ex-votos nos santuários religiosos. Mas essas manifestações não se restringem aos dias santos. “A cada missa, festa, visita ao santuário, cemitério ou cruzeiro, a tradição está lá”, destaca José Cláudio Alves de Oliveira, professor do Departamento
de Museologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e coordenador do projeto “Ex-votos do Brasil”. Hoje, os principais centros de peregrinação estão em São Paulo, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Juazeiro do Norte, no Ceará, e em Bom Jesus da Lapa, na Bahia.
Durante essas trilhas de fé, crianças, jovens, idosos, casais, mulheres com bebês de colo e quem mais se junta aos cortejos cantam louvores, rezam, oferecem objetos aos santos e terminam o percurso fazendo a “desobriga” (ou colocação) de seus ex-votos nas salas de milagres das igrejas.

Nesses espaços sagrados, as peças oferecidas em cumprimento a um voto se espalhampor toda parte. A maioria das salas tem aspectos bem semelhantes. O que mais se vê são pernas, braços e outras partes do corpo humano reproduzidos em cera ou madeira e pendurados no teto. Nas paredes, fotografias, pequenos quadros e crucifixos. No ar, um forte cheiro de vela queimada. No meio de tudo isso, muitos pagadores de promessas e visitantes. (…)

*Leia a matéria completa na edição de Fevereiro, nas bancas.*

PS: A revista ainda encontra-se a venda nas bancas e conta com um dossiê
escrito pelo Profº José Claudio.

Sobre projetoexvotosdobrasil

Coordenador do Projeto Ex-votos do Brasil.
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