RIO DE JANEIRO. ENTRE ESTUDOS, PESQUISA E TIROS.

A viagem para o Rio foi com a intenção principal de participar no V Seminário de museologia, história e documentação. Estação Memória: onde estamos? Para onde vamos?
Cheguei à noite de 13 de junho, ontem.
Hotel Regina, no Flamengo.
No dia seguinte, após o café da manhã, segui-me para o Seminário, na UNIRIO.
Como de costume, carro fretado objetivando a ida ao Seminário, depois ao santuário da Penha – que não está no roteiro da pesquisa, mas que, por localizar-se na cidade do evento, passou para o planejamento de estudo, mesmo que rápido.
Sr. Valtencir, o motorista.
Saí ao meio dia da UNIRIO, direto para o Santuário. Tudo bem até o caminho, quando o trânsito ficou lento demais. Lá na frente, o motivo. Duas motos caídas no chão, uma pessoa morta e muitos policiais e repórteres. Foi uma tentativa de assalto. Na perseguição um dos marginais foi morto.
Chegamos ao Santuário da Penha. Subimos os mais de trezentos degraus. Documentei somente com fotos digitais. A subida, a igreja, ex-votos em caixas à lateral da igreja. Tive a péssima notícia de que a sala de milagres não abreria. Trata-se de um Museu e sala de milagres. A chave fica com uma museóloga, que mora distante do santuário.
Durante a subida e a descida muitos tiros e rajadas de metralhadoras ouvidos. Não documentei isso. Mas é de se espantar. São tiros ocasionadas numa operação da polícia no morro do alemão. Se eu fiquei impressionado, imagina quem mora perto e vive isso todos os dias.
Bem, não foi possível ver a sala de milagres da Penha, mas pude documentar os ex-votos tradicionais colocados na igreja. Peças de parafina, representando membros do corpo. Na loja do santuário a venda de muitos tipos desses ex-votos, membros que vão do fígado a um dedo. Induzi que os “milagres” pagos são desse tipo. Pena não ter entrado na sala. Sinal de que museu e sala de milagres não combinam. Esse abre somente aos domingos, pelas manhãs.
Ao retornar, o Valtencir falou-me de uma igreja que possui “milagres”. Trata-se da Igreja de São Judas Tadeu, localizada logo na subida do Corcovado, na região do bondinho.
Fomos até lá e, diferente da Penha, estava aberta a sala, ou melhor, a gruta, cuja parte frontal, aberta ao céu, repleta de ex-votos em forma de placas (tipo placa de carros), com as diversas mensagens e dados. Dentro da gruta, feita pelas mãos do homem, velas e ex-votos tradicionais de parafina. A igreja, em formato circular, muito alta e linda.
Voltei para o hotel e fui almoçar às 15H.
Ah, hoje é o meu aniversário.

Sobre projetoexvotosdobrasil

Coordenador do Projeto Ex-votos do Brasil.
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